Educação financeira

LCI ou Tesouro Direto: qual escolher?

Vamos te mostrar como investir em LCI e Tesouro Direto para que você escolha o melhor.

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por Fernanda Weber

Publicado em 01/04/2021

LCI ou Tesouro Direto

Veja qual é o melhor ativo de renda fixa para você: LCI ou Tesouro Direto. Foto: Pexels / Akil Mazumer
Veja qual é o melhor ativo de renda fixa para você: LCI ou Tesouro Direto. Foto: Pexels / Akil Mazumer

Sem dúvida, quando começamos a investir, só de pensar em todas as siglas e nomes, já dá até dor de cabeça, não é mesmo? Por isso, vamos te ajudar a escolher alguns ativos para a sua carteira. Para começar, LCI ou Tesouro Direto, qual escolher?

Em suma, essa resposta vai depender dos seus objetivos, de quanto tempo o dinheiro pode ficar aplicado e do que você espera de lucro. 

Dessa forma, a LCI tem bom rendimento, mas o prazo é de pelo menos dois anos, enquanto que o Tesouro Direto rende bem e tem liquidez diária.

Para que você entenda melhor como tudo isso funciona, qual é o melhor ativo para suas necessidades e como começar a investir neles, fique com a gente.

Também vamos te mostrar as principais diferenças para você não ter mais dívidas!

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LCI ou Tesouro Direto: qual escolher?

Invista na renda fixa e veja seu dinheiro aumentar. Foto: Pexels / Gabby K.
Invista na renda fixa e veja seu dinheiro aumentar. Foto: Pexels / Gabby K.

Em resumo, tanto o LCI quanto o Tesouro Direto são ativos de renda fixa bastante seguros. Ou seja, você tem a garantia de receber o dinheiro que investiu de volta e, ainda, mais uma grana de juros.

Por isso, seja LCI ou Tesouro Direto, você tem a certeza de que terá um bom rendimento quando seu papel vencer.

Todavia, mesmo sendo parecidos nesse aspecto, os dois tipos de investimentos possuem algumas diferenças.

Conhecer essas diferenças é essencial para que você consiga investir com segurança. 

Em primeiro lugar, o emissor dos títulos e o setor de investimento não são os mesmos. Os LCIs são emitidos por bancos para financiar o setor imobiliário.

Em contrapartida, o Tesouro Direto é emitido pelo Tesouro Nacional, ou seja, pelo governo. Além disso, o dinheiro desses papéis financia a saúde, educação e infraestrutura.

Mas, antes de decidir qual tipo de ativo adquirir, que tal descobrir o investimento ideal para você?

Descubra qual o melhor investimento para você

Aprenda a avaliar qual é o melhor investimento para você. Foto: Pexels / Cottonbro
Aprenda a avaliar qual é o melhor investimento para você. Foto: Pexels / Cottonbro

Para decidir se quer investir em LCI ou Tesouro Direto, você deve analisar bem as características de cada um desses ativos. Mas, falaremos sobre cada um deles daqui a pouco.

Antes de mais nada, você precisa entender quais são seus objetivos, o que espera alcançar ao investir e como fará isso.

Em suma, faça para si mesmo as seguintes perguntas:

  • Quanto tenho disponível para investir agora?
  • Posso investir todos os meses um valor fixo?
  • Qual é meu objetivo ao fazer os investimentos?
  • Por quanto tempo posso deixar meu dinheiro ‘parado’ dentro do investimento para que ele renda juros?
  • Vou usar esse dinheiro para o quê?

Enfim, depois que responder essas questões, será mais fácil delimitar qual é o tipo de investimento ideal e como escolher entre LCI e Tesouro Direto.

Por exemplo, se você quer começar a juntar dinheiro para a aposentadoria, então este é o seu objetivo. A partir disso, você precisa traçar um plano de como fazer.

Em primeiro lugar, defina quanto dinheiro quer acumular e em quanto tempo. Depois analise quanto você precisa investir a cada mês e qual é o melhor jeito de fazer isso.

Mas seja realista. Se você consegue investir R$75 por mês, crie um plano para começar com isso e se planeje para ir aumentando o valor ao longo do tempo.

E mais, sempre pense no longo prazo, ou seja, pelo menos mais de 5 anos, principalmente quando se trata de objetivos complexos como a aposentadoria.

Seja como for, o importante é sempre se informar, investir regularmente (nem que seja R$30 por mês) e conhecer sobre cada tipo de ativo. Para te ajudar, vamos te mostrar mais informações sobre o LCI e o Tesouro Direto.

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O que é LCI?

LCI é um ativo do setor imobiliário emitido por bancos. Foto: Unsplash / Tierra Mallorca
LCI é um ativo do setor imobiliário emitido por bancos. Foto: Unsplash / Tierra Mallorca

Basicamente, a LCI, ou Letra de Crédito Imobiliário, é um título emitido por bancos com o intuito de financiar seus projetos do setor imobiliário.

Em outras palavras, imagine que o dinheiro dos bancos não vem do nada. Sempre que você contrata um crédito ou faz um financiamento, por exemplo, os bancos precisam de dinheiro.

Para isso, eles emitem alguns títulos para que outras pessoas financiem esses projetos.

Desse modo, quem compra o papel emitido pelo banco recebe juros de acordo com uma data estabelecida.

Na outra ponta, as instituições financeiras emprestam o dinheiro para terceiros com juros mais elevados e assim obtém lucro.

Enfim, este é o funcionamento das LCIs. Mas, além disso, elas possuem outras características como:

  • Financiam o setor imobiliário.
  • Estão protegidas pelo FGC.
  • São ativos isentos de Imposto de Renda e outras taxas porque financiam um setor essencial da economia.
  • Possuem boa rentabilidade.
  • Têm baixa liquidez. Isto é, seu dinheiro precisa ficar investido até o prazo de vencimento do papel.
  • Podem ser prefixadas, com juros de rendimento estabelecidos no momento em que você adquire o ativo.
  • Ou pós-fixadas, em que a rentabilidade está associada a um indicador como o CDI ou o IPCA.

Letra de Crédito Imobiliário: como funciona

Saiba tudo que precisa sobre as LCIs antes de começar a investir: rentabilidade, taxas, prazo, liquidez, entre outros. Além disso, veja a diferença entre LCI e LCA.

O que é Tesouro Direto?

No Tesouro direto você investe em títulos de dívida pública. Foto: Pixabay / Annca Pictures
No Tesouro direto você investe em títulos de dívida pública. Foto: Pixabay / Annca Pictures

Se a LCI é emitida por bancos, em contrapartida, os títulos de Tesouro Direto são emitidos pelo governo federal.

Em suma, o objetivo é captar dinheiro para financiar obras de infraestrutura pelo país, além de investir em saúde e educação.

Este investimento é segurado pelo Tesouro Nacional, e é considerado o tipo de ativo mais seguro e garantido.

Isso porque, o risco do governo quebrar e dar o calote, é praticamente zero, e se isso acontecer, todos os outros tipos de negócio já teriam falido.

Ou seja, não tenha medo de investir no governo pois não há risco de perder seu dinheiro.

Enfim, na prática, você empresta dinheiro para o governo e este te devolve o investimento com juros. No vencimento do papel, você deve pagar Imposto de Renda sobre a rentabilidade.

Mas atenção, o imposto incide somente sobre o quanto o dinheiro rendeu e não sobre o total investido. 

Além disso, a alíquota de IR diminui com o tempo. Por isso, quanto mais tempo você deixar o dinheiro aplicado, maior será o seu retorno.

Você consegue adquirir títulos públicos de três maneiras:

  1. Prefixados: em que a rentabilidade é conhecida no momento da compra do ativo.
  2. Pós-fixados: que está atrelado a um índice, do mesmo modo que as LCIs.
  3. Híbridos: nesse caso, o ativo possui uma taxa prefixada mais um indicador de referência.

Ademais, cada um desses tipos paga juros diariamente ou semestrais. Ou seja, você pode adquirir um ativo que todos os dias rende um pouquinho, ou que uma vez a cada 6 meses rende um valor maior.

O que são títulos públicos e como investir

Entenda o que são os títulos públicos do Tesouro Direto e como investir no ativo de renxa fixa mais seguros do mercado e com boa rentabilidade no médio e longo prazo.

O que é melhor LCI ou Tesouro Direto?

LCI ou Tesouro Direto, qual é melhor para você? Foto: Pexels / Nappy
LCI ou Tesouro Direto, qual é melhor para você? Foto: Pexels / Nappy

Esta resposta sempre irá depender dos seus objetivos e do quanto você espera ganhar com um investimento.

Dessa forma, para escolher ou LCI ou Tesouro Direto, você precisa ficar atento às principais características de cada um.

Veja a seguir os itens mais importantes para considerar:

Prazo

Cada investimento possui um prazo diferente. Foto: Pexels / Nataliya Vaitkevich
Cada investimento possui um prazo diferente. Foto: Pexels / Nataliya Vaitkevich

Em relação ao prazo, as LCIs possuem pelo menos dois anos de duração e algumas podem chegar a até 5 anos.

Já os títulos do Tesouro Direto podem ter duração variada, entre 2 ou até mais de 20 anos.

No entanto, a diferença é que na LCI, você não consegue pegar seu dinheiro antes do tempo, pois há um prazo de carência. 

Enquanto que, para o Tesouro Direto, se você precisar do dinheiro investido basta solicitar que em um dia útil o valor volta para sua conta.

Liquidez

No Tesouro Direto a liquidez é diária. Foto: Unsplash / Annie Spratt
No Tesouro Direto a liquidez é diária. Foto: Unsplash / Annie Spratt

Essa diferença para conseguir ter acesso ou não ao dinheiro antes do final do prazo do ativo é chamada de liquidez.

Dessa forma, as LCIs possuem baixa liquidez. Por sua vez, os títulos do governo têm alta liquidez.

Além disso, as Letras de Crédito Imobiliário sempre possuem um período de carência, que varia entre 90 dias e até 3 anos. Dentro desse período você não pode mexer no seu investimento.

Rentabilidade

No médio prazo a rentabilidade da LCI é muito atraente. Foto: Pexels / Karolina Grabowsca
No médio prazo a rentabilidade da LCI é muito atraente. Foto: Pexels / Karolina Grabowsca

Em suma, para os dois investimentos vale a mesma regra, quanto mais tempo seu dinheiro ficar investido melhor.

Mas essa regra funciona um pouco diferente em cada um, veja:

Em títulos do Tesouro Direto, o ideal é deixar o dinheiro até o vencimento ou, pelo menos, por dois anos. Dessa forma você garante a menor alíquota do IR, de 15%, que vai incidir sobre o seu rendimento.

Agora, para as LCIs, elas rendem muito bem, no entanto, se você precisar do dinheiro antes, o investimento ficará com uma rentabilidade reduzida.

Outra coisa para levar em consideração sobre a rentabilidade é o tipo dela, se é prefixada, pós-fixada ou híbrida. Conforme a economia muda, um tipo fica mais atrativo do que o outro, mas é preciso analisar caso a caso.

Imposto de Renda

LCI são isentos de IR, enquanto que o Tesouro Direto não. Foto: Unsplash / Leon Dewiwje
LCI são isentos de IR, enquanto que o Tesouro Direto não. Foto: Unsplash / Leon Dewiwje

Esta diferença é bem simples. 

Nenhuma taxa ou imposto incide sobre a rentabilidade das LCIs. Ou seja, depois que seu ativo vencer e você resgatar o dinheiro, não precisa se preocupar em pagar o IR sobre o seu lucro.

Por sua vez, para o Tesouro Direto você irá pagar IR. O valor da alíquota varia entre 22,5% (para dinheiro aplicado por 6 meses) e 15% (para aplicações com mais de dois anos).

Assim sendo, o valor da alíquota é decrescente e proporcional ao tempo em que o dinheiro fica investido.

Como investir em LCI ou Tesouro Direto 

Avalie bem suas opções antes de investir. Foto: Pexels / Olia Danilevich
Avalie bem suas opções antes de investir. Foto: Pexels / Olia Danilevich

Para tal você precisa ter uma conta numa corretora de investimentos. Existem muitas no mercado e aqui no site já falamos das principais. Dá uma olhada na Rico, Modal Mais e XP Investimentos, por exemplo.

Os bancos até possuem alguns tipos de investimentos para você. No entanto, essas corretoras apresentam mais opções para você escolher.

Seja qual for a sua corretora, depois que abrir a conta, transfira o dinheiro que vai investir.

Em seguida, escolha os ativos de renda fixa e analise cada um deles. Existem vários disponíveis.

Para calcular a rentabilidade, a Calculadora do Cidadão, do Banco Central, ajuda muito.

Feito o cálculo, faça a compra do ativo e espera a aprovação da corretora. Pronto!

Quando investir em Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é uma boa opção para a reserva de emergência. Foto: Pixabay / Megan Rexazin
O Tesouro Direto é uma boa opção para a reserva de emergência. Foto: Pixabay / Megan Rexazin

Como o investimento inicial em Tesouro Direto é de R$35, nossa sugestão é investir nele quando:

  • Você tem pouco dinheiro para começar a investir.
  • Quer montar uma reserva de emergência.
  • Tem pouca segurança e procura por um ativo com boa rentabilidade.

Quando investir em LCI?

Depois que montar a reserva, as LCIs são ótimas para diversificar. Foto: Unsplash / Harmen Jelle Van Mourik
Depois que montar a reserva, as LCIs são ótimas para diversificar. Foto: Unsplash / Harmen Jelle Van Mourik

Para investir em LCI você vai precisar de pelo menos R$1 mil para começar. Isso porque esse é o valor mínimo dos títulos emitidos pelos bancos.

Por isso, quem tem pouco dinheiro ou ainda não fez sua reserva de emergência, as LCIs não são a melhor opção.

Agora, se você consegue manter o dinheiro neste ativo até o prazo de investimento e está procurando por outras opções de ativos na renda fixa, acredito que seja uma boa ideia investir em LCI.

Ou seja, é uma escolha interessante para quem busca diversificar a carteira de investimentos.

Resumindo: Quais as diferenças entre LCI e Tesouro Direto?

LCI ou Tesouro Direto, veja as diferenças e escolha. Foto: Unsplash / Linkedin Sales Solutions
LCI ou Tesouro Direto, veja as diferenças e escolha. Foto: Unsplash / Linkedin Sales Solutions

Por fim, para escolher LCI ou Tesouro Direto, veja as diferenças entre eles resumidas na tabela abaixo.

Com essas informações e reavaliando as perguntas que fizemos lá no começo sobre os seus objetivos, sem dúvida, será mais fácil de optar por um ou por outro.

TítuloLCITesouro Direto
IRIsentoEntre 22,5% e 15%
SegurançaFGCTesouro Nacional
Prazo2 anos ou maisVaria entre 1 e até mais de 20 anos
Investimento inicialR$1000R$35
LiquidezBaixaAlta
Diferenças entre LCI e Tesouro Direto

Antes de ir, se você ainda está com dúvidas e não sabe se vale a pena ou não investir em renda fixa, veja a minha sugestão abaixo:

Vale a pena investir em renda fixa em 2021?

Analisamos as vantagens e desvantagens de investir em renda fixa durante o ano de 2021 para que você consiga decidir se vale a pena ou não aplicar seu dinheiro.

Sobre o autor

Fernanda Weber

Produtora de conteúdos digitais e redatora web com formação na área de Letras. Atua com produção de conteúdos sobre educação financeira e deseja levar seus conhecimentos práticos para mais pessoas e assim ajudá-las a lidar melhor com seu dinheiro.

Revisado por

Tathiane Mantovani

Editor(a) sênior

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