Educação financeira

Conta conjunta ou separada: como organizar as finanças do casal?

Você sabe o que é melhor para o casal: ter uma conta conjunta ou separada? Então, descubra com a gente!

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por Fernanda Weber

Publicado em 07/04/2021

Conta conjunta ou separada

Depois de casar surge a dúvida sobre ter conta conjunta ou separada. Foto: Unsplash / Carly Rae Hobbins
Depois de casar surge a dúvida sobre ter conta conjunta ou separada. Foto: Unsplash / Carly Rae Hobbins

A decisão por uma vida a dois é cercada de outras que são igualmente importantes. Onde morar? Como conviver? Como organizar as finanças do casal? O que é melhor: ter conta conjunta ou separada?

Sem dúvida, essa última questão gera muito conflito se o casal não conseguir entrar num consenso. Afinal, não temos uma resposta certa para ela. Isso porque a decisão depende de vários fatores.

Entre esses fatores estão a opinião de cada um, o estilo de vida e a necessidade ou não de mais autonomia.

Por isso, vamos te mostrar com este artigo como decidir o que é melhor entre conta conjunta ou separada. Além disso, preparamos algumas dicas de finanças pessoais para que o casal consiga equilibrar a vida financeira. Vamos lá!

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Conta conjunta ou separada: como organizar as finanças do casal?

O casal precisa decitir junto como fará em relação às contas em bancos. Foto: Pexels / Karolina Grabowska
O casal precisa decitir junto como fará em relação às contas em bancos. Foto: Pexels / Karolina Grabowska

Em primeiro lugar, seja qual for a decisão entre ter conta conjunta ou separada, o que precisa ficar claro é que essa decisão pertence ao casal.

Se os dois tiverem os mesmos interesses e desejos, será mais tranquilo. No entanto, se as opiniões forem diferentes, a conversa torna-se indispensável.

Além disso, não existe uma resposta certa. Alguns casais mantêm apenas uma conta conjunta, outros preferem tudo separado e há aqueles que têm as duas opções.

Portanto, antes de qualquer coisa, entenda quais são as necessidades e demandas da sua família. Isso ajuda a organizar as finanças em torno de objetivos em comum.

Descubra qual é o melhor tipo de conta para o casal

Descubram juntos qual é o tipo de conta ideal. Foto: Pexels / Karolina Grabowska
Descubram juntos qual é o tipo de conta ideal. Foto: Pexels / Karolina Grabowska

Como já adiantamos, você pode ter tanto uma conta conjunta quanto separada. Portanto, a opção varia de acordo com o que o casal deseja e também conforme seu estilo de vida.

Dessa forma, alguns casais entendem que a conta conjunta é mais prática e barata. Afinal, todo o dinheiro da família fica num lugar só e, caso a conta esteja num banco tradicional, terá apenas uma taxa.

Outros casais preferem manter mais autonomia e criam um jeito próprio de pagar as contas de casa sem juntar o dinheiro dos dois.

Por fim, outros casais preferem manter os dois tipos de conta. Uma para as despesas em comum com a casa, viagens, entre outros. E outra para os gastos pessoais.

Assim sendo, organize seu orçamento doméstico tendo em vista o que será melhor e mais confortável ao casal.

Como reduzir o orçamento doméstico

Veja algumas dicas de como economizar dentro de casa para conseguir fazer um planejamento, estabelecer metas, reduzir despesas e viver de forma mais tranquila.

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O que é conta conjunta?

Na conta conjunta os dois podem ser titulares e ter os mesmos direitos sobre o dinheiro. Foto: Pexels / Mentatdgt
Na conta conjunta os dois podem ser titulares e ter os mesmos direitos sobre o dinheiro. Foto: Pexels / Mentatdgt

Em suma, a conta conjunta funciona como uma conta corrente normal. Você tem acesso aos mesmos serviços e tarifas bancárias.

No entanto, a diferença é que a conta possui mais de um titular. Ou seja, mais duas pessoas ou mais podem ter uma conta conjunta e operar o dinheiro dela.

Não há nenhum tipo de restrição em relação a quem pode ou não abrir essa conta. Dessa forma, não é exigido nenhum parentesco ou algo do tipo.

Assim sendo, pais, filhos, sócios, amigos e casais, por exemplo, podem manter uma conta para usarem em comunhão.

Em geral, elas são bastante procuradas por casais que desejam começar uma vida juntos. Mesmo que não sejam casados, a conta conjunta é uma opção para muitos. Afinal, ela facilita muito a organização do orçamento doméstico.

Como funciona a conta conjunta?

Vocês podem escolher entre a conta conjunta solidária e a simples. Foto: Pexels / Mikhail Nilov
Vocês podem escolher entre a conta conjunta solidária e a simples. Foto: Pexels / Mikhail Nilov

Em síntese, a conta conjunta pode funcionar de duas maneiras:

  1. Conta conjunta solidária: neste modelo, todos os titulares da conta possuem liberdade para operarem nela. Não há necessidade de consultar e contar com a aprovação do outro correntista para usar o dinheiro. Uma vez que o casal optar por este modelo, cada um é independente para usar o dinheiro.
  2. Conta conjunta simples: nesta, sempre que houver uma movimentação, todos os titulares precisam estar de acordo e assinar. Na nossa opinião, como há pouca autonomia, não é o ideal para casais.

Quando escolher conta conjunta ou separada?

Veja quando escolher conta conjunta ou separada. Foto: Pexels / Samson Katt
Veja quando escolher conta conjunta ou separada. Foto: Pexels / Samson Katt

Na verdade, não existe uma resposta certa para essa questão. Se você não sabe como escolher entre conta conjunta ou separada, o ideal é entender as vantagens e desvantagens de cada uma.

Além disso, a resposta para essa questão depende da maturidade do casal para entender e respeitar o que é importante para os dois.

Por isso, veja agora as vantagens e desvantagens de cada uma das opções que já falamos antes. Isso vai te ajudar a tomar a decisão mais acertada.

Conta conjunta

A conta conjunta é uma opção para as famílias. Foto: Pexels / Gustav Fring
A conta conjunta é uma opção para as famílias. Foto: Pexels / Gustav Fring

Uma vez que decidir por ter apenas uma conta conjunta, o casal terá muita facilidade para lidar com as contas do dia a dia. 

Quando o dinheiro está apenas numa conta, tudo que entra pertence aos dois e organizar as finanças, controlar gastos e manter os custos da conta será bem mais tranquilo.

Nesse sentido, não existirão aquelas questões chatas de:

  • Quem vai pagar?
  • O que é de quem?
  • De quem é a responsabilidade por essa conta?

No entanto, como desvantagem, você não terá nenhuma liberdade para usar o dinheiro ‘como quiser’. Isso porque, tudo é dos dois e, quando um sair da linha e estourar o orçamento, pode comprometer a vida financeira dos dois.

Conta separada

Com contas separadas, cada um tem sua autonomia. Foto: Unsplash / Sarah Shaffer
Com contas separadas, cada um tem sua autonomia. Foto: Unsplash / Sarah Shaffer

Por sua vez, ter apenas contas separadas tem como vantagem a autonomia de cada um. Ou seja, você não precisa compartilhar tudo o que ganha e gasta ao longo do mês.

Isso é uma vantagem para as pessoas que gostam de manter a independência mesmo vivendo juntas.

Além disso, essa necessidade deve ser vista como individualidade, não individualismo. O casal que têm contas separadas não está sendo egoísta ou algo assim, apenas tem um estilo de vida que corrobora essa decisão.

Mas cuidado, às vezes, manter tudo separado pode gerar algum conflito porque não há controle sobre o que o outro faz ou não com o dinheiro.

Por isso, é sempre importante dialogar.

Conta conjunta e separada

Também é interessante ter uma conta conjunta e cada um ter sua conta separada. Foto: Pexels / Jack Sparrow
Também é interessante ter uma conta conjunta e cada um ter sua conta separada. Foto: Pexels / Jack Sparrow

Por fim, uma possibilidade viável é unir os dois mundos e manter tanto uma conta conjunta quanto uma separada.

Dessa forma, a conta conjunta é usada para as despesas em comum como aluguel, internet, energia e até mesmo para economizar para uma viagem.

Enquanto que, na conta separada, cada um tem autonomia para cuidar do dinheiro.

Para mim, está é a melhor opção. Isso porque ela equilibra o melhor dos dois mundos: a autonomia da conta separada e a cumplicidade da conta conjunta.

Como equilibrar as finanças pessoais e do casal?

A vida é mais tranquila com as contas equilibradas. Foto: Unsplash / Priscilla du Preez
A vida é mais tranquila com as contas equilibradas. Foto: Unsplash / Priscilla du Preez

Depois que o casal decidir por ter uma conta conjunta ou separada, é hora de organizar as finanças.

O equilíbrio financeiro ajuda a manter a harmonia do casal. Afinal, a falta de dinheiro ou mesmo a desorganização pode gerar atritos e brigas desnecessárias.

Por isso, algumas decisões precisam ser tomadas em conjunto e, independente da escolha por um tipo de conta ou outro, os dois precisam fazer a gestão financeira da casa.

Dessa forma, ter uma planilha de controle financeiro ajuda a manter tudo em ordem. Além disso, algumas outras questões são essenciais, como vamos te mostrar agora.

Planilha de controle financeiro: como montar

Veja tudo o que você precisa para montar uma planilha financeira eficiente e que te ajude a controlar tudo o que entra e sai de dinheiro na sua família.

Façam a gestão financeira em conjunto

Os dois devem ajudar na gestão financeira da casa. Foto: Unsplash / Kraken Images
Os dois devem ajudar na gestão financeira da casa. Foto: Unsplash / Kraken Images

Gerir e controlar as finanças da casa não pode ser uma tarefa de apenas uma pessoa. O casal deve planejar o orçamento e definir objetivos e metas em conjunto.

Se vocês usarem conta conjunta e separada ao mesmo tempo, precisam avaliar quanto cada um vai contribuir para a parte que pagam juntos.

Caso usem apenas a conta separada, avaliem as contas que cada um se responsabiliza.

O equilíbrio financeiro do casal sempre passa pela mão dos dois e não deve ficar apenas a cargo de uma pessoa.

Tenham ideias em comum

Ter ideias em comum facilita a convivência a dois. Foto: Unsplash / Jakob Owens
Ter ideias em comum facilita a convivência a dois. Foto: Unsplash / Jakob Owens

Essa dica vai ao encontro da anterior. Com uma conta conjunta ou separada, o casal precisa ter objetivos em comum.

É claro que algumas ideias serão diferentes. Afinal, somos pessoas diferentes.

No entanto, o casal precisa compartilhar de ideias em comum, como, por exemplo: fazer uma viagem, organizar a festa de casamento e ter filhos.

Sem isso, fica difícil manter a vida a dois sem nenhum tipo de conflito. 

Conversem sobre dinheiro

Não deixem de falar sobre dinheiro. Foto: Pexels / Cottonbro
Não deixem de falar sobre dinheiro. Foto: Pexels / Cottonbro

Uma vez que vocês decidirem compartilhar a vida em casal, acredito ser importante falar sobre dinheiro.

Seja para alinhar objetivos de vida, seja para conhecer melhor a pessoa que mora com você, não tem nenhum problema esconder quanto ganha de salário todos os meses.

Esse conhecimento é fundamental para que os dois consigam entender até onde podem ir e o que podem sonhar.

Só para ilustrar, se eu não sei quanto meu parceiro ou parceira ganha e imagino um casamento dos sonhos, gastando muito dinheiro porque acho que ele ou ela ganham muito bem. 

Já pensou se começamos a planejar e, de repente, já estamos cheios de dívida porque planejei algo que não conseguimos bancar?

Esse é um dos efeitos de não falar sobre dinheiro.

Aliás, essa conversa precisa ser feita com frequência. Você não precisa esconder que ganhou um aumento ou mesmo que foi demitido.

Conversem e juntos encontrem soluções para problemas, desafios e também para curtir a vida tranquilamente.

Alinhem o padrão de vida com o que recebem

O padrão de vida deve estar de acordo com o que recebem. Foto: Pexels / Ketut Subiyanto
O padrão de vida deve estar de acordo com o que recebem. Foto: Pexels / Ketut Subiyanto

A conversa que acabamos de ter sobre dinheiro ajuda muito a organizar esta próxima dica.

Quando não sabemos quanto entra de dinheiro na família, corremos o risco de viver uma vida fora dos padrões que podemos realmente manter.

No namoro, muitas vezes, as duas partes fazem concessões e acabam gastando algum dinheiro para impressionar o outro. Isso é normal e se já aconteceu com você, não tem problema.

No entanto, se o casal não conversar sobre dinheiro, acaba entrando na vida a dois com uma ideia distorcida do outro.

Isso faz com que os dois vivam numa bolha financeira que não se sustenta no longo prazo. E, quando essa bolha estoura, fica difícil de aguentar, porque ela vem acompanhada de dívidas e vários problemas financeiros.

Por isso, além de falarem sobre dinheiro, sempre organizem as finanças pessoais e da família. Tenham um orçamento e se planejem para colocá-lo em prática.

Além disso, uma dica muito importante é viver com um pouco menos do que se ganha de fato e, assim, conseguir fazer uma reserva para eventuais emergências.

Ou seja, mais do que ter um padrão de vida que consigam sustentar juntos, vocês podem optar por viver com um pouco menos. Desse modo, o equilíbrio financeiro estará garantido.

Escolham algo para investirem juntos

Invistam juntos para um futuro mais tranquilo. Foto: Unsplash / Esther Ann
Invistam juntos para um futuro mais tranquilo. Foto: Unsplash / Esther Ann

Para finalizar, depois que conseguirem economizar algum dinheiro junto, não importa se o casal mantém conta conjunta ou separada, podem usar essa grana para realizarem seus sonhos em comum.

Além disso, experimentem investir parte do dinheiro em algum ativo de renda fixa ou renda variável. Já falamos um monte sobre isso em outros artigos aqui do site.

Mas, se vocês não se sentirem confiantes para dar esse passo, comecem a juntar um pouco por mês em uma poupança programada, por exemplo.

Assim, vocês conseguirão economizar e ainda garantir um futuro mais tranquilo, sem precisar se preocupar com dinheiro o tempo todo.

Por fim, lembre-se de que o diálogo sempre é a melhor forma de alinhar objetivos, conhecer o outro e tomar decisões que mudam a vida de vocês.

Saiba o que é a poupança programada

Descubra as vantagens de ter uma poupança programada. Com ela, você tem a garantia de que irá economizar pelo menos um pouco a cada mês e, assim, ter dinheiro no futuro.

Sobre o autor

Fernanda Weber

Produtora de conteúdos digitais e redatora web com formação na área de Letras. Atua com produção de conteúdos sobre educação financeira e deseja levar seus conhecimentos práticos para mais pessoas e assim ajudá-las a lidar melhor com seu dinheiro.

Revisado por

Tathiane Mantovani

Editor(a) sênior

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