Educação financeira

Tabela INSS: veja como ficou o cálculo

A Tabela do INSS mudou com a Reforma da Previdência de 2019. Agora, o cálculo é progressivo e tem algumas regrinhas. Quer saber como calcular a sua alíquota e quanto pode contribuir? Então, confira mais informações em seguida.

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por Fernanda Weber

Publicado em 14/12/2021

Descubra como calcular sua contribuição ao INSS

Confira como ficou o cálculo da Tabela INSS. Fonte: Pexels.
Confira como ficou o cálculo da Tabela INSS. Fonte: Pexels.

Desde a Reforma da Previdência, em vigor desde novembro de 2019, o novo cálculo da Tabela INSS tem gerado dúvidas. Para solucionar este problema, queremos te mostrar como você pode calcular sua contribuição.

Além disso, vamos te mostrar, com exemplos práticos, as diferenças entre as alíquotas aplicadas e efetivas aplicadas sobre a tabela.

Portanto, para aprender mais sobre a reforma previdenciária e como ela mudou a forma de contribuição ao INSS, leia o artigo abaixo.

Mas, antes, temos uma pequena observação: todos os exemplos e cálculos têm como referência o ano de 2021, com salário mínimo de R$1.100,00 e teto do INSS de R$6.433,57.

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Como é feita a contribuição para o INSS?

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é o órgão do governo federal responsável por controlar as contribuições da imensa maioria dos trabalhadores dos setores público e privado. É ele quem controla a Tabela INSS e as contribuições dos trabalhadores.

Em suma, todos os meses, o trabalhador vê parte do seu salário sendo descontado para a previdência social. Esse valor é recolhido todos os meses pelo empregador, que faz o depósito na conta referente ao colaborador.

A partir dessa contribuição, os trabalhadores têm direito a benefícios como, por exemplo: aposentadoria, pensão por invalidez ou morte, auxílio acidente, entre outros.

Além disso, para quem é empresário, o recolhimento do pró-labore é a sua contribuição. Afinal, ser dono de empresa obriga o pagamento ao INSS.

Por fim, autônomos e desempregados não precisam pagar INSS. No entanto, também não poderão acessar os benefícios do seguro social.

Portanto, se você se encaixa numa dessas condições, pode se cadastrar junto ao INSS e passar a pagar a Guia da Previdência Social (GPS).

O reajuste vale também para quem recebe pelo INSS.

Prova de Vida do INSS 2021: como fazer?

É aposentado ou pensionista? Então, chegou a hora de fazer a prova de vida do INSS. Aqui te explicamos tudo sobre o assunto! Clique e confira!

Qual o valor do INSS é descontado do salário?

Como falamos lá no início, em 2019 houve a reforma da previdência. Esta mudou a maneira como a Tabela do INSS é calculada. No entanto, o que não mudou foi o fato de que, todos os meses, o trabalhador paga sua contribuição ao seguro social.

Em síntese, até 2019, o valor descontado seguia uma tabela de acordo com o salário e uma alíquota fixa.

Nesse sentido, quem recebia até R$1.830,29, tinha o desconto de 8% sobre seu salário. Para a faixa salarial entre R$1.830,30 e R$3.050,52, o desconto era de 9%. Acima desse valor, até o teto do INSS (de R$6.101,06 na época), o desconto era de 11%.

Depois de 2020, a alíquota passou a ser progressiva, com valores entre 7,5% e 14%. Ademais, passou a existir dois tipos de alíquotas:

  • Alíquota aplicada: que serve de referência para o cálculo;
  • Alíquota efetiva: que é o valor pago pelo contribuinte.

Veja, em seguida, como ficou a nova Tabela INSS com as duas tarifas.

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Novo Cálculo da Tabela INSS: quais são as alíquotas

Veja qual a alíquota aplicada e a efetiva para a sua faixa salarial. Fonte: Pexels.
Veja qual a alíquota aplicada e a efetiva para a sua faixa salarial. Fonte: Pexels.

Pois bem, a partir da nova Tabela INSS, temos que para cada faixa de salário, há uma alíquota aplicada e outra efetiva.

Desse modo, a nova tabela é a seguinte:

Salário do ContribuinteAlíquota AplicadaAlíquota Efetiva
Até um salário mínimo7,5%7,5%
Entre R$1.100,01 e R$2.203,489%7,5% a 8,25% 
De R$2.203,49 a R$3.305,2212%8,25% a 9,5%
De R$3.305,23 a R$6.433,57 (teto)14%9,5% a 11,69%
Relação entre faixa salarial e alíquotas da Tabela INSS

Só para ilustrar, até 2019, uma pessoa que recebia R$2.500 por mês, tinha desconto de 9%. Ou seja, R$225,00 por mês de contribuição ao INSS.

Agora, com as novas alíquotas progressivas, funciona um pouco diferente. Confira, portanto, como fazer o cálculo da Tabela INSS de forma progressiva.

Tabela INSS: como fazer o cálculo progressivo

Em resumo, o trabalhador recolhe o INSS “acumulando” os percentuais das faixas anteriores ao seu salário e considerando a atual na nova tabela. 

Assim sendo, ele tem uma alíquota aplicada que serve de referência para o cálculo e também uma alíquota efetiva, que é realmente paga de acordo com o salário.

Ficou difícil de entender?

Então acompanhe conosco três exemplos de como calcular sua contribuição ao INSS conforme a faixa salárial:

Cálculo progressivo para salário de R$2.500

Em primeiro lugar, para quem recebe um salário de R$2.500,00, como vimos antes, a contribuição antiga era de R$225,00. No entanto, pela nova Tabela INSS, o cálculo é o seguinte:

  • 1ª faixa: 1.100 x 0,075 = 82,50
  • 2ª faixa: (2.203,48 – 1.100) x 0,09 = 99,31
  • 3ª faixa onde se encontra o salário: (2.500 – 2.203,49) x 0,12 = 35,58
  • Total recolhido: R$82,50 + R$99,31 + R$35,58 = 217,39
  • Alíquota efetiva:  (217,39 / 2.500) x 100 = 8,69% do salário

Cálculo progressivo para salário de R$4000

Em segundo lugar, imagine uma situação em que o trabalhador recebe um salário de R$4 mil. Nesse sentido, a Tabela INSS é calculada considerando as faixas 1 e 2, que já calculamos antes, com valores de R$82,50 e R$99,31. 

A esses valores, você deve somar os correspondentes das faixas 3 e 4 para que tenha o valor do recolhimento:

  • 3ª faixa: (3.305,22 – 2.203,49) x 0,12 = 132,31
  • 4ª faixa: (4.000 – 3.305,23) x 0,14 = 97,26
  • Total recolhido: R$82,50 + R$99,31 + R$132,31 + R$97,26 = R$411,28
  • Alíquota efetiva: (411,28 / 4.000) x 100 = 10,28%

Para quem recebe acima do teto do INSS

Por fim, para quem recebe acima do teto do INSS, de R$6.433,57 em 2021, a nova tabela prevê o recolhimento de acordo com a soma de cada faixa:

  • 1ª faixa: 82,50
  • 2ª faixa: 99,31
  • 3ª faixa: 132,31
  • 4ª faixa: 437,97
  • Total recolhido = R$751,99 (contribuição máxima)
  • Alíquota efetiva: nesse caso, como o salário pode variar de acordo com a renda acima do teto, a alíquota também muda.

Como calcular sua alíquota na Tabela INSS

Então, agora que te mostramos estes três exemplos, esperamos que fique mais fácil calcular o valor de recolhimento pela Tabela INSS.

Mas, resumindo a história, fica assim:

  • Use como referência a faixa em que está o seu salário como, por exemplo, uma renda de R$2.500, está na 3ª faixa;
  • Em seguida, para as faixas anteriores ao seu pagamento, considere os valores máximos;
  • Agora, para a sua faixa, sempre coloque o seu salário como referência e desconte o valor mínimo dessa faixa. Em suma, fica assim: 2.500 – 2.203,49 (valor mínimo da 3ª faixa);
  • Na sequência, multiplique o resultado pela alíquota aplicada e, por fim, some o valor encontrado com as faixas anteriores.

O que muda no desconto do INSS com a Reforma Trabalhista

O que muda é a forma como o trabalhador contribui. Fonte: Pexels.
O que muda é a forma como o trabalhador contribui. Fonte: Pexels.

Por meio do benefício do INSS quem está impossibilitado de trabalhar pode garantir ao menos um salário mensal. Seja por aposentadoria, licença maternidade ou acidente, por exemplo, pagar o INSS de acordo com a tabela facilita a vida de quem trabalha.

Em suma, como mostramos no exemplo dos R$2.500, a contribuição do trabalhador fica menor para alguns casos. Além disso, ele passa a pagar um percentual que não comprometa tanto sua renda mensal.

Isso porque, o novo cálculo se baseia na capacidade que o trabalhador tem para contribuir e não apenas numa conta fria. Agora que você já sabe tudo sobre a tabela, que tal aprender como fazer a Guia do INSS para autônomo? Então, leia o nosso conteúdo recomendado abaixo.

Guia do INSS Autônomo: como pagar

É autônomo e não sabe como pagar a Guia do INSS? Então, confira aqui qual o valor, como pagar e quais os benefícios de fazer esse pagamento.

Sobre o autor

Fernanda Weber

Produtora de conteúdos digitais e redatora web com formação na área de Letras. Atua com produção de conteúdos sobre educação financeira e deseja levar seus conhecimentos práticos para mais pessoas e assim ajudá-las a lidar melhor com seu dinheiro.

Revisado por

Tathiane Mantovani

Editor(a) sênior

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