Finanças
Alta de juros e endividamento recorde fecha o ano de 2021
Ainda que 2021 tenha iniciado com taxa Selic em históricos 2%, ela encerrou a 9,25% no último encontro do Comitê de Política Monetária. Entretanto, crédito continuou crescendo, e comprometimento da renda da família brasileira atingiu percentuais recordes.
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De acordo com o Banco Central, o índice de endividamento das famílias brasileiras atinge recorde histórico em 2021. Veja mais sobre o assunto.
Com a taxa de desemprego em alta e a inflação também elevada, o poder de compra das famílias brasileiras só tem diminuído. Nesse sentido, mesmo com o aumento da taxa Selic como resposta do Banco Central na tentativa de regularizar a economia, o ano de 2021 terminou com recorde de endividamento dos brasileiros. Recentemente o Banco Central também alterou os métodos de cálculo para incluir outras receitas como o Auxílio Emergencial pago até 2021. Ainda assim, os resultados foram catastróficos.
Pois bem, com o poder de compra quase que em ruinas, o Banco Central não teve outra alternativa a não ser aumentar as taxas de juros. Assim, elas fecharam 2021 com média de 33,9%, segunda maior desde o começo da pandemia. O endividamento total calculado das famílias brasileiras atingiu recorde histórico ano passado, chegando a 51,2%.
Então, o cálculo é fruto da relação do saldo de financiamentos, levando em consideração a renda familiar de 12 meses acumulados, resultando em um crescimento de 9,2% de endividamento. Mesmo com a inclusão de receitas além do salário mensal como décimo terceiro, horas extras e auxílio emergencial, o comprometimento de renda ainda atinge valores recordes.
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Anteriormente, utilizando a base de cálculos sem os valores extraordinários, o endividamento das famílias brasileiras havia atingido impressionantes 59,9% da massa salarial. Assim, com a inclusão do Auxílio Emergencial nas bases de cálculos, que acabou socorrendo mais de 68 milhões de brasileiros em 2020, a base de cálculo da taxa aumentou, o que significa que o endividamento diminuiu. No entanto, os valores ainda assustam.
De acordo com o Banco Central, quase todas as fontes de crédito para pessoas físicas estão fechando em alta. Nesse sentido, os destaques do ano passado vão para os juros rotativos do cartão de crédito, fechando em 349,6%, taxa de parcelamento de cartão de crédito e cheque especial.
Aliás, vale lembrar o incentivo ao crédito para pessoas jurídicas no primeiro ano da pandemia, de forma a incentivar os microempreendedores. Assim, a taxa Selic que começou o ano de 2021 favorável para obtenção de crédito com mínimo histórico de 2%, terminou o ano com 9,25%. Entretanto, mesmo com a alta taxa de juros, a inadimplência continua praticamente a mesma.
Aline Barbosa
Tathiane Mantovani
Editor(a) sênior
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